”Não existe nada mais subversivo do que um subdesenvolvido erudito” http://bit.ly/b5YfFw

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Meus pensamentos e idéias



"Não existe nada mais subversivo do que um subdesenvolvido erudito"



Uma forma de higiêne mental onde busco sintonizar e melhorar a forma de pensar referente aos temas que julgo haver relevancia. UM ABRAÇO e OBRIGADO PELA VISITA, AAah deixem algum comentário, participem da Enquete ou apenas um simples Oii.. é muito importante:



Gilvan Silva Gallo

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Usar laptop no colo pode comprometer qualidade do esperma

Segundo os autores, o culpado seria a radiação eletromagnética gerada durante a comunicação sem fio

Radiação emitida em conexão Wi-Fi causa danos ao DNA, sugere estudo

Los Angeles - Uma nova pesquisa, publicada no Fertility and Sterility, mostra que a qualidade do sêmen piora em contato com dispositivos como laptops conectados à rede Wi-Fi.

Para chegar à conclusão, pesquisadores usaram amostras de sêmen de 29 homens saudáveis e colocaram algumas gotas sob um laptop conectado à internet sem fio. Quatro horas após, em um quarto da amostra os espermatozoides deixaram de se mover. Na amostra usada como controle, colocada longe do computador, o índice foi 14%.

Além disso, 9% da amostra teve danos no DNA, um número três vezes maior do que as amostras usadas como controle.

Segundo os autores, o culpado seria a radiação eletromagnética gerada durante a comunicação sem fio. "Nossos dados sugerem que o uso do laptop conectado à Internet via Wi-Fi e posicionado perto dos órgãos reprodutivos podem reduzir a qualidade do esperma", eles dizem. "Ainda não sabemos se esse efeito é induzido por todos os computadores conectados via Wi-Fi ou quais condições de uso aumentam o efeito."

Um teste feito com um computador ligado, mas não conectado via Wi-Fi, não detectou níveis significativos de radiação.

O resultado alimenta dúvidas levantadas em outras pesquisas. Uma equipe descobriu, por exemplo, que a radiação dos telefones celulares cria espermatozoides frágeis em laboratório. No ano passado, urologistas descreveram como o uso do laptop nos joelhos pode aumentar a temperatura nos testículos até níveis que não são saudáveis para os espermatozoides.

No entanto, especialistas têm dúvidas sobre os resultados. Robert Oates, presidente da Sociedade de Urologia e Reprodução, diz que os laptops não são uma ameaça significativa à saúde reprodutiva do homem.

"Trata-se de um teste artificial. É interessante, mas não traz relevância biológica, diz. Até agora, nenhum estudo focou na influência do laptop na fertilidade ou taxas de gravidez.

Conversa Direta

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Mulheres ficam agressivas na presença de outras usando decotes e saias, diz estudo

Universidade de Ottawa constatou que pessoas do sexo feminino simplesmente não conseguem evitar olhares e comentários maldosos quando colocadas nessas situações

Um estudo recente da Universidade de Ottawa constatou que as mulheres ficam agressivas quando vêem outras usando decotes ou minissaias. Segundo os pesquisadores, pessoas do sexo feminino simplesmente não conseguem evitar olhares e comentários maldosos quando colocadas nesta situação, mesmo que só haja estranhos ao redor. A pesquisa foi publicada na última edição do jornal Aggressive Behaviour [Comportamento Agressivo, em inglês].

O experimento consistiu em colocar duplas de mulheres que não se conheciam aguardando numa sala, com um pesquisador presente. Algum tempo depois, uma terceira e atraente mulher, que usava roupas provocantes, entrava no ambiente e conversava rapidamente com o homem. Depois que ela se retirava, a fofoca pipocava. “Elas diziam frases como, ‘olha só, essa veio vestida para levar o professor para a cama’, ou ‘os peitos estão pulando para fora’”, disse a psicóloga Tracy Vaillancourt, responsável pelo estudo. Os cientistas repetiram o teste com outras duplas, colocando em cena uma terceira mulher vestida com gola rulê e… nada aconteceu. “Nós vivemos numa sociedade moderna, mas somos conservadores. São as mulheres que reprimem a sexualidade uma das outras”.

Mulheres ficam agressivas na presença de outras usando decotes e saias, diz estudo | Mulheres | Revista Alfa. Inteligência, Atitude, elegância e boa vida

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Processo que anulou provas da PF na Boi Barrica correu em tempo recorde

Relator do caso no STJ demorou apenas seis dias para elaborar seu voto em prol dos réus, acusados de formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e tráfico de influência
BRASÍLIA – O julgamento no Superior Tribunal de Justiça (STJ) que anulou as provas da Operação Boi Barrica tramitou em alta velocidade, driblando a complexidade do caso, sem um pedido de vista e aproveitando a ausência de dois ministros titulares da 6.ª turma. O percurso e o desfecho do julgamento provocam hoje desconforto e desconfiança entre ministros do STJ.

Uma comparação entre a duração dos processos que levaram à anulação de provas de três grandes operações da Polícia Federal – Satiagraha, Castelo de Areia e Boi Barrica – explica por que ministros do tribunal reservadamente levantam dúvidas sobre o julgamento da semana passada que beneficiou diretamente o principal alvo da investigação: Fernando Sarney, filho do senador José Sarney (PMDB-AP).
A mesma 6.ª Turma que anulou sem muitas discussões as provas da Operação Boi Barrica levou aproximadamente dois anos para julgar o processo que contestou as provas da Castelo de Areia. A relatora do processo, ministra Maria Thereza de Assis Moura, demorou oito meses para estudar o caso e elaborar seu voto.

O processo de anulação da Satiagraha tramitou durante um ano e oito meses no STJ. O relator, Adilson Macabu, estudou o processo por cerca de dois meses e meio até levá-lo a julgamento. Nos dois casos, houve pedidos de vista de ministros interessados em analisar melhor o caso.

O relator do processo contra a Operação Boi Barrica, ministro Sebastião Reis Júnior, demorou apenas seis dias para estudar o processo e elaborar um voto de 54 páginas em que julgou serem ilegais as provas obtidas com a quebra de sigilo bancário, fiscal e telefônico dos investigados. E de maneira inusual, dizem ministros do STJ, o processo foi julgado em apenas uma sessão, sem que houvesse nenhuma dúvida ou discordância entre os três ministros que participaram da sessão.

O caso chegou ao STJ em dezembro de 2010. No dia seguinte, a liminar pedida pelos advogados foi negada pelo então relator do processo, o desembargador convocado Celso Limongi. Em maio deste ano, Limongi deixou o tribunal. Reis Júnior foi empossado em 13 de junho e no dia 16 soube que passaria a ser o responsável pelo processo.

Apenas três ministros participaram da sessão da 6.ª Turma da semana passada. Um deles foi escolhido de outra turma para completar o quórum e viabilizar o julgamento. Somente Reis Júnior e o desembargador convocado Vasco Della Giustina integravam originalmente a 6.ª Turma.

O recém-empossado Marco Aurélio Bellizze, da 5.ª Turma, foi convocado para completar o quórum e viabilizar o julgamento. Juiz de carreira, ele contou com o apoio do governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), durante a disputa pela vaga no STJ.

Senadores que sabatinaram Bellizze afirmam que ele contou ainda com a articulação de Sarney para acelerar sua aprovação no plenário do Senado. A oposição estava barrando a sabatina do procurador-geral da República, Roberto Gurgel. Enquanto ela não fosse feita, a indicação de Bellizze e de outro ministro do STJ – Marco Aurélio Buzzi – ficaria parada. Senadores disseram ter recebido apelos de Sarney para que liberassem a pauta e aprovassem Bellizze e Buzzi.

Os outros dois titulares da turma decidiram não participar do julgamento. Maria Thereza de Assis Moura se declarou impedida. Og Fernandes havia se declarado suspeito e também não participou desse julgamento.

Outro lado. “Neste julgamento, assim como em qualquer outro do qual participei ao longo dos meus mais de 20 anos de magistratura, proferi meu voto por considerar que os elementos colocados no processo eram claros o suficiente para balizar meu entendimento”, argumentou Bellizze. “Não guio os meus votos por influências políticas. Por isso, não considero que minha isenção esteja em questão.”

“Antes de escrever meu relatório, estudei cuidadosamente os autos. Não poderia proceder de outra forma. Só para se ter uma ideia, em agosto proferi mais de 1.400 decisões entre monocráticas e de turma”, defendeu-se Reis Júnior. “O processo em questão entrou na pauta de acordo com o ritmo e trâmite normais do meu gabinete e do STJ.”

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domingo, 18 de setembro de 2011

Todos os olhos voltados para o Banco Central americano

Expectativa é de que os EUA anunciem novas medidas para estimular a economia


Bernanke pode anunciar o esperado "Quantitative Easing 3"

São Paulo – Esta semana é mais uma que reserva um possível anúncio decisivo para o mercado financeiro mundial. Na quarta-feira, o Banco Central dos Estados Unidos pode revelar um novo plano para estimular a economia do país e, em decorrência disso, dar uma animada nas bolsas em todo o mundo.

A expectativa é grande porque o presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, já disse que está pronto para usar e que possui as ferramentas necessárias para oferecer um estímulo adicional para a economia americana. A reunião do comitê de política monetária, que normalmente tem um dia, será estendida em mais um justamente para debater um plano. O juro deve ser mantido no intervalo entre 0 e 0,25% ao ano.

A pressão sobre o governo americano cresceu após o anúncio de que nenhuma nova vaga de trabalho foi criada em agosto e que a taxa de desemprego se manteve em 9,1%. Já na segunda-feira, o presidente Barack Obama e o secretário do Tesouro, Timothy Geithner, irão discursar na Casa Branca sobre a crise econômica, com foco na redução do déficit do país.

Na Alemanha, também na segunda-feira, o Comitê de Orçamento do Parlamento irá debater a ampliação do EFSF e a possibilidade de calote da Grécia. As decisões e comentários devem oferecer algum sinal de que uma ajuda para o país europeu será oferecida e aprovada durante votação prevista para ocorrer em 29 de setembro.

Indicadores

Nos EUA, a semana reserva a publicação de indicadores sobre a situação do setor imobiliário, como o Housing Starts, na terça-feira. A expectativa consensual do mercado de 592 mil imóveis em construção no mês de agosto. Na quarta-feira, é a vez do Existing Home Sales, que traz os números das vendas de casas usadas. A estimativa é de 4,7 milhões.

No Brasil, o foco continua sobre a inflação. A FGV traz a segunda prévia do IGP-M de setembro e o IBGE o IPCA-15. Na quinta-feira, o mercado deve acompanhar a Pesquisa Mensal do Emprego de agosto.
Todos os olhos voltados para o Banco Central americano - Mercados - EXAME.com

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Cientista identifica genes que tornam as pessoas 'preguiçosas' .

Cientistas descobriram genes ligado à produção de energia que pode explicar porque algumas pessoas cansam rapidamente enquanto outras parecem ter uma energia inesgotável. Os pesquisadores identificaram os genes que produzem, nos músculos, uma enzima que controla a maneira como os alimentos são transformados em energia. As informações são do jornal britânico Daily Mail. A enzima AMPK é produzida durante o exercício físico e, quanto maior a quantidade gerada, maior o nível de energia. O coordenador do estudo, Gregory Steinberg, disse que a descoberta pode levar à criação de tratamentos para aqueles que têm dificuldade em se exercitar, incluindo obesos e asmáticos. Os pesquisadores criaram camundongos sem o conjunto de genes e registraram que os animais não conseguiam caminhar por mais de 40 min, enquanto os camundongos normais chegavam a correr 1 km em 20 min.Eles acreditam que o efeito em humanos deve ser similar. É a primeira vez que a enzima AMPK é conectada a um conjunto de genes. O estudo foi publicado no jornal Proceedings of the National Academy of Sciences. O coordenador ressalta que eles também concluíram que, mesmo em pessoas sedentárias, a produção da enzima pode ser estimulada com exercício físico, o processo é apenas mais difícil e demorado.

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terça-feira, 13 de setembro de 2011

Ibovespa atingirá 77.000 pontos em 2012, diz Itaú

Expectativa leva em conta um PIB de 4% para o ano que vem, além de Selic na casa de 10%



São Paulo - A equipe do Itaú BBA divulgou hoje seu preço justo para o Ibovespa em 2012: 77.000 pontos. Segundo os analistas, a valorização de 38% em relação ao patamar de hoje será puxada principalmente pelos setores de energia, materiais e finanças.
A expectativa leva em conta um crescimento do PIB de 4% para o ano que vem, além de juros de 10% ao ano para a Selic.

Confira quais são as empresas que devem apresentar melhores resultados no ano que vem segundo a avaliação do Itaú BBA:

Agronegócio - Cosan, São Martinho e Heringer
Bancos e serviços financeiros - Bradesco, Banco do Brasil, Banrisul , ABC Brasil, Cielo, Cetip e Valid
Varejo - Renner, Hering e Arezzo
Oléo, gás e petroquímicas - Ultrapar e Queiroz Galvão
Imóveis - MRV, PDG Realty, Brookfield, Even, BR Properties, Multiplan e BR Malls
Aço, mineração e celulose - Vale, Gerdau e Klabin
Telecom, mídia e tecnologia - Telesp, TIM e Totvs
Transporte, indústria e logística - Ecorodovias, Iochpe Maxion e Santos Brasil
Utilidade pública - Cemig, Cesp e MPX Energia
Ibovespa atingirá 77.000 pontos em 2012, diz Itaú - Guia de Ações - EXAME.com

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segunda-feira, 12 de setembro de 2011

BALANÇA COMERCIAL BRASILEIRA MÊS - SETEMBRO 2ª SEMANA

BALANÇA COMERCIAL BRASILEIRA MÊS - SETEMBRO 2ª SEMANA

• RESULTADOS GERAIS

Nas duas primeiras semanas de setembro de 2011, que totalizaram 6 dias úteis, a balança comercial registrou superávit de US$ 1,319 bilhão, resultado de exportações no valor de US$ 6,832 bilhões e importações de US$ 5,513 bilhões. No ano, as exportações somam US$ 173,546 bilhões, as importações, US$ 152,267 bilhões, com saldo positivo de US$ 21,279 bilhões.



• ANÁLISE DO MÊS

Nas exportações, comparadas as médias até a 2ª semana de setembro/2011 (US$ 1,139 bilhão) com a de setembro/2010 (US$ 896,8 milhões), houve aumento de 27,0%, em razão do crescimento das exportações das três categorias de produtos: básicos (+27,2%, de US$ 424,1 milhões para US$ 539,3 milhões, por conta, principalmente, de minério de cobre, soja em grão, algodão em bruto, petróleo em bruto, milho em grão, café em grão, carne de frango e bovina e fumo em folhas), semimanufaturados (+49,1%, de US$ 116,6 milhões para US$ 173,9 milhões, por conta de óleo de soja em bruto, semimanufaturados de ferro/aço, ouro em forma semimanufaturada, alumínio em bruto, borracha em bruto, couros e peles, celulose e açúcar em bruto) e manufaturados (+20,3%, de US$ 340,6 milhões para US$ 409,6 milhões, em razão dos crescimentos em polímeros plásticos, tratores, máquinas e aparelhos de terraplanagem, veículo de carga, motores e geradores, partes de motores para veículos, autopeças, açúcar refinado e automóveis de passageiros). Relativamente a agosto/2011, a média diária das exportações cresceu 0,1% (de US$ 1,137 bilhão para US$ 1,139 bilhão), devido ao aumento nas vendas de produtos manufaturados (+5,3%, de US$ 389,1 milhões para US$ 409,6 milhões) e semimanufaturados (+1,6%, de US$ 171,1 milhões para US$ 173,9 milhões), enquanto decresceram as exportações de básicos (-2,8%, de US$ 555,1 milhões para US$ 539,3 milhões).

Nas importações, a média diária até a 2ª semana de setembro/2011, de US$ 918,8 milhões, ficou 8,7% acima da média de setembro/2010 (US$ 845,5 milhões) e 5,2% inferior a agosto/2011 (US$ 968,9 milhões). No comparativo com setembro/2010, aumentaram os gastos, principalmente, com adubos e fertilizantes (+42,7%), cereais e produtos de moagem (+31,0%), cobre e suas obras (+27,7%), veículos automóveis e partes (+20,8%), combustíveis e lubrificantes (+17,3%), farmacêuticos (+16,2%), borracha e obras (+14,4%) e plásticos e obras (+12,5%). Em relação a agosto/2011, houve retração, principalmente, nos seguintes produtos: adubos e fertilizantes (-25,5%), químicos orgânicos/inorgânicos (-17,5%), equipamentos mecânicos (-11,5%), siderúrgicos (-8,7%) e plásticos e obras (-8,2%).
Comércio Exterior » Balança comercial brasileira: semanal - Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior

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Defendendo empregos | The Economist

Quem são os maiores empregadores do mundo?

Uma das maiores dores de cabeça para políticos em muitos países ricos tem sido a forma de criar postos de trabalho durante um período de austeridade fiscal e crescimento anêmico. O setor privado tem sido lento para gerar empregos, e os gastos do governo de cortes geralmente acabam cortando empregos. E governos empregam muita gente: em nossa tabela das dez maiores empregadores global, abaixo, sete são administrados pelo governo. De defesa da América do departamento havia 3,2 milhões de pessoas em sua folha de pagamento no ano passado, o equivalente a 1% da população do país. China, nação mais populosa do mundo e um grande gastador militar, emprega 2,3 milhões de pessoas em seu exército. E o número de pessoas que trabalham para o Serviço Nacional de Saúde na Inglaterra equivale a mais de 2,5% da população do país. As três empresas privadas são Walmart, McDonald e Hon Hai Empresa de Taiwan Precision Industry, uma subsidiária da Foxconn, que é, uma fabricante de eletrônicos secreta.
Emprego: empregos Defendendo | The Economist

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Inflação vai cair no último trimestre e impacto da crise será menor do que em 2008, diz ata do Copom

RIO - A ata do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, divulgada nesta quinta-feira para explicar a redução da taxa básica de juros em 0,5 ponto percentual, para 12% ao ano , afirma que a queda é "consistente" com a convergência da inflação para a meta (de 4,5% ao ano, com dois pontos percentuais para cima ou para baixo) em 2012 e prevê redução da taxa acumulada em 12 meses do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) a partir do quarto trimestre deste ano. Segundo o documento, há espaço para mais quedas "moderadas" da taxa básica de juros (Selic) daqui para frente.

"O Copom prevê que neste trimestre se encerra o ciclo de elevação da inflação acumulada em 12 meses. A partir do quarto trimestre, o cenário central indica tendência declinante para a inflação acumulada em 12 meses, ou seja, a mesma passa a se deslocar na direção da trajetória de metas", afirma o comunicado.


Como ficou evidenciado no longo comunicado divulgado após a reunião em 31 de agosto, a redução das projeções de crescimento das economias desenvolvidas, com a piora da crise internacional, foi a principal justificativa para reduzir os juros. Ineditamente, também foi citado que o "esforço fiscal" do governo ajuda a reduzir a demanda e, por consequência, a inflação. Dois dias antes da reunião, o governo aumentou o superávit primário em R$ 10 bilhões, para 3,15% do Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de bens e serviços produzidos no país) segundo os cálculos do BC.

Devido ao teor do comunicado divulgado após a reunião da semana passada, o mercado já esperava que a crise internacional fosse a principal justificativa para o corte de juros. Essa decisão foi considerada surpreendente, porque o modelo tradicional do BC leva em conta a hipótese de manutenção da taxa de câmbio em R$ 1,60 em relação ao dólar e da taxa Selic em 12,50% ao ano, mas ainda assim previa alta da projeção de inflação para 2011, acima do centro da meta (4,5%). Por esse modelo, os analistas de mercado só previam corte de juros se a inflação caísse. Na realidade, a inflação acelerou em agosto e bateu alta de 7,23% em 12 meses, a maior taxa nessa base de comparação desde junho de 2005

Na ata, o BC divulga novas estimativas para a inflação, mas mantém perspectivas anteriores para alguns bens e serviços. A estimativa de reajuste para o preço da gasolina no acumulado de 2011 permaneceu 4,0%, abaixo da elevação realizada no ano até julho (6,3%). A previsão para o reajuste no preço do gás de botijão foi mantida em 0%. A perspectiva de reajuste das tarifas de telefonia fixa e eletricidade, no acumulado de 2011, permeneceram em 0,9% e 4,1% respectivamente. O BC aumentou a projeção de alta dos preços administrados por contrato e monitorados, de 4,9% para 5,0% de crescimento no ano. Até agosto, os preços administrados subiam a uma taxa de 5,72% em 12 meses, então o BC prevê desaceleração nos próximos meses.


Para analista, BC tirou 'coelho do chapéu' para justificar queda nos juros
Mas a utilização de um novo modelo econômico para estimar a evolução dos preços surpreendeu analistas. A tal nova maneira de projetar a inflação aparece no 18º parágrafo da ata e é chamada tecnicamente de "modelo de equilíbrio geral dinâmico estocástico de médio porte". Mas também foi apelidada por técnicos do BC pelo acrônimo SAMBA no trabalho de discussão nº 239 publicado pela autoridade monetária em abril deste ano. Foi uma adaptação de um modelo de projeção utilizado por vários bancos centrais. No caso brasileiro, permite uma simulação matemática de como vai se comportar a taxa de juros conforme muda o superávit primário, a quantidade de famílias ricas e pobres, e outras variáveis que não eram consideradas no modelo tradicional, segundo o economista Fabio Kanczuk, professor da Universidade de São Paulo (USP). Sua utilização foi classificada na ata como uma análise de "cenário alternativo" que prevê uma piora mais persistente da crise internacional do que a verificada em 2008 e 2009, o que deve causar um impacto na economia brasileira equivalente a um quarto (1/4) do realizado após a quebra do banco americano Lehman Brothers, segundo a avaliação do BC.

Por esse "cenário alternativo", a atividade econômica brasileira vai desacelerar, acompanhada por desvalorização do real ante o dólar e queda na taxa básica de juros, o que posicionará a inflação em "patamar inferior" ao que chegaria sem os efeitos da crise internacional. Mas o Banco Central não deixa claro se essa nova projeção, com juros baixos, coloca a inflação dentro da meta, de 4,5% ao fim do ano, com tolerância de dois percentuais para cima ou para baixo.

Para o diretor de pesquisa econômica nas Américas do banco Nomura, Tony Volpon, o uso desse novo modelo foi um "coelho tirado do chapéu" pelo Banco Central para justificar o corte de juros. Isso porque o modelo habitualmente utilizado nas projeções da autoridade monetária não justificaria um corte na taxa de juros, já que não houve queda da taxa de inflação até agosto.


- Eles estão tirando um coelho do chapéu para justificar de maneira técnica a decisão. Talvez o BC venha a argumentar que esse modelo capta melhor o choque externo. Acredito que haverá uma exposição deste modelo no próximo relatório de inflação e que vai servir de justificativa perante o mercado para esse surpreendente corte de juros - disse Volpon ao GLOBO.

Kanczuk, da USP, elogiou a utilização desse novo modelo de projeções pelo BC e considera que o tal "cenário alternativa" trata-se na verdade de como a autoridade monetária espera o comportamento da economia. Para ele, restam apenas duas interpretações agora sobre o motivo do corte de juros:

- Tem duas teorias. Uma é que ocorra uma crise mais forte e tecnicamente é justificável reduzir os juros. Outra teoria é procurar juros menores por ingerência política - afirmou Kanczuk.

Diz o 18º parágrafo da ata, em que o novo modelo é mencionado:

"Um cenário alternativo, construído e analisado sob a perspectiva de um modelo de equilíbrio geral dinâmico estocástico de médio porte, admite que a atual deterioração do cenário internacional cause um impacto sobre a economia brasileira equivalente a um quarto do impacto observado durante a crise internacional de 2008/2009. Além disso, supõe que a atual deterioração do cenário internacional seja mais persistente do que a verificada em 2008/2009, porém, menos aguda, sem observância de eventos extremos. Nesse cenário alternativo, a atividade econômica doméstica desacelera e, apesar de ocorrer depreciação da taxa de câmbio e de haver redução da taxa básica de juros, entre outros, a taxa de inflação se posiciona em patamar inferior ao que seria observado caso não fosse considerado o supracitado efeito da crise internacional", diz o trecho da ata que apresenta o modelo.

Volpon destaca que, independentemente de haver uma justificativa técnica para o corte de juros, o BC mostrou que persegue não só colocar a inflação dentro da meta (2,5% a 6,5%) como manter elevado o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de bens e serviços produzidos no país).

- Acredito que o BC está trabalhando com meta dupla, de inflação e crescimento, e que agora estão operando com meta de crescimento dado que a inflação está caindo - disse.

Volpon prevê que a inflação vá ficar perto de ultrapassar a meta em 2011, mas ficar abaixo do teto em 2012. Na terça-feira, ele revisou suas projeções pela primeira vez após o corte de juros. Manteve em 3,6% a previsão de crescimento do PIB do Brasil em 2011, mas aumentou de 3,6% para 3,9% em 2012. Aumentou também a previsão de inflação, de 5,87% , para 6,25% em 2011; e de 4,72% em 2012, para 6,15%. Já a previsão de taxa Selic em 2011 caiu de 12,50% para 11,00%; e em 2012 também, de 12,50%, para 11,50%. Ele avalia que a última ata do Copom mostrou compromisso do Banco Central em trazer a inflação para o centro da meta (4,5%) em 2012. Para outros analistas, a ausência da palavra "centro" não deixa claro se a taxa prevista do IPCA fica perto de 4,5% ou 6,5% no ano que vem.

- Convergência sempre foi vendida pelo Alexandre Tombini (presidente do Banco Central) como trazer para o centro da meta. Quem opera com inflação abaixo de 6,5% ao ano é o Guido Mantega (ministro da Fazenda) - avalia Volpon.

Justificativa: o cenário internacional
Os diretores do Banco Central consideraram que houve "substancial deterioração" do cenário internacional desde a última reunião do colegiado, o que vai causar "viés desinflacionário". Isso ocorre devido às "reduções generalizadas e de grande magnitude" nas projeções de crescimento para os principais blocos econômicos. Por isso, prevalece um "cenário de restrição fiscal" na zona do euro e nos Estados Unidos, principalmente.

Mas o documento registra que, quanto à decisão de cortar os juros, houve discordância de dois integrantes do colegiado de 7 integrantes do Copom apenas quanto ao momento do corte. Esses dois diretores discordaram de que o cenário atual já apresente condições para uma redução na Selic, embora considerassem que o cenário mudou desde a reunião anterior do órgão e que era preciso reduzir os juros.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/economia/mat/2011/09/08/inflacao-vai-cair-no-ultimo-trimestre-impacto-da-crise-sera-menor-do-que-em-2008-diz-ata-do-copom-925309238.asp#ixzz1XkISpeNn
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